sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Poemas Póstumos

autor: António Gedeão (pseudónimo de Rómulo de Carvalho, Lisboa, 1906-1997)
título: Poemas Póstumos
edição: 5.ª
local: Lisboa
colecção: «Colecção Poética» #1
editora: Edições João Sá da Costa
ano: 2000
págs.: 103
dimensões: 20,6x12,7x0,5 cm. (brochado)
impressão: Tipografia Guerra, Viseu

4 comentários:

Ana Paula Sena disse...

Gosto imenso da poesia do António Gedeão.

jesimões disse...

A obra póstuma de um autor, é aquilo que ele não teve tempo para publicar, ou, antes, aquilo que ele não quis publicar em vida?
Sem disposição expressa do autor para tal, permanece a dúvida sobre o mérito da sua publicação.
Colhe-se, por vezes, a sensação de que o autor não desejaria ver publicadas com o seu nome "aquelas coisas": notas, pequenos nadas, miudezas várias...
Publicando-as, não se corre o risco de omitir uma peça importante do autor; mas transgride-se um óbvio (ainda que eventual)direito do autor a o não fazer.
Uma coisa são cartas astrológicas, outra, Álvaro de Campos...

RAA disse...

Ana Paula: um poeta ímpar do século passado, tal como Rómulo foi um exemplo, enquanto professor que marcou gerações, divulgador de ciência e historiador probo e original.

JESimões: é um velho problema. Para mim, quando um autor foi suficientemente grande para sobreviver ao seu tempo, deixou de pertencer-se, é património da comunidade de que fez parte. Acautelando, é claro, o direito à privacidade e ao nome de quantos com ele se cruzaram, pelo que deve observar-se um tempo suficientemente dilatado para evitar danos colaterais. Neste caso, o velho Rómulo -- um homem triste, mas não um triste homem --, pregava-nos ( e a si próprio) a partida de publicar "poemas póstumos" estando vivo, reincindindo na boutade com os "Novos poemas Póstumos"...

jesimões disse...

A Literatura ficaria com "meio -Kafka" (ou menos...), é certo.
Também prefiro assim.

Pois, Gedeão "antecipou-se" ao problema... Porventura, não confiava muito no critério dos "especialistas" que lhe iriam abrir as gavetas na sua "ausência" - a blague, a meu ver, reside aí...