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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

SANGUE

Versos
Escrevem-se
Depois de ter sofrido.
O coração
Dita-os apressadamente.
E a mão tremente
Quer fixar no papel os sons dispersos...

É só com sangue que se escrevem versos.

Saul Dias

domingo, 12 de setembro de 2010

O vago, longínquo tom
mudou-se em vivo escarlate.
Mudou-se o acre limão
em bombom de chocolate.

(Que se riam, à vontade,
dos meus olhos sem canseira!
Quem estiver à minha beira
que pressinta o disparate...)

Aquele cinzento é ruivo
como um beijo que faz sangue...
E o silêncio fundo é um uivo...

E o gesto exangue e langue
dá cabriolas... O goivo
para mim é cor de sangue.

Saul Dias

segunda-feira, 2 de março de 2009

A PALAVRA

Só conheço, talvez, uma palavra.

Só quero dizer uma palavra.

A vida inteira para dizer uma palavra!

Felizes os que chegam a dizer uma palavra!

Saul Dias