autor: Fernando Pinto do Amaral (Lisboa, 12.V.1960)
título: A Luz da Madrugada
editora: Publicações Dom Quixote
local: Lisboa
ano: 2007
págs.: 128
dimensões: 21x15x0,8 cm. (brochado)
impressão: Manuel Barbosa & Filhos
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sábado, 9 de abril de 2011
domingo, 26 de dezembro de 2010
AVISOS
Teria amado o vento e a fala dos bosques,
as imagens da noite, os pequenos avisos
do coração. Iria regressar
por outros olhos às cores do inverno.
as imagens da noite, os pequenos avisos
do coração. Iria regressar
por outros olhos às cores do inverno.
Fernando Pinto do Amaral
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
PALAVRAS
Sentas-te ainda à mesa -- escreves
palavras tão compactas, tão opacas
como a luz que te cega. Cada dia
promete o infinito em meia dúzia
de palavras -- o amor,
a vida, o tempo, a morte, a esperança,
o coração. Repete-as,
repete-as muitas vezes em voz alta
e escuta a sua música
até não quererem dizer nada.
palavras tão compactas, tão opacas
como a luz que te cega. Cada dia
promete o infinito em meia dúzia
de palavras -- o amor,
a vida, o tempo, a morte, a esperança,
o coração. Repete-as,
repete-as muitas vezes em voz alta
e escuta a sua música
até não quererem dizer nada.
Fernando Pinto do Amaral
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«oficinais»,
Fernando Pinto do Amaral
sábado, 18 de dezembro de 2010
NAUFRÁGIO
Erraste muito tempo sem saber
quantos anos durou dentro de ti
a primavera Nada
nessa água te lava já o rosto
ou que deles resta submerso
nas correntes marítimas da morte
como líquido espectro ou colorida
anémona A memória
mascara pouco a pouco essas imagens
Erraste sem saber qual a matéria
da tua vida O fogo
acendeu hoje a casa do teu corpo
tão cedo arruinado e tu naufragas
nessa doce catástrofe
na espuma desse mar Qual o instante
em que o verão se transforma no outono
se o arrepio da noite quando chega
parece ainda um luminoso dia?
quantos anos durou dentro de ti
a primavera Nada
nessa água te lava já o rosto
ou que deles resta submerso
nas correntes marítimas da morte
como líquido espectro ou colorida
anémona A memória
mascara pouco a pouco essas imagens
Erraste sem saber qual a matéria
da tua vida O fogo
acendeu hoje a casa do teu corpo
tão cedo arruinado e tu naufragas
nessa doce catástrofe
na espuma desse mar Qual o instante
em que o verão se transforma no outono
se o arrepio da noite quando chega
parece ainda um luminoso dia?
Fernando Pinto do Amaral
sábado, 31 de julho de 2010
LIÇÃO
Quiseras que este mundo te ensinasse
uma palavra nova,
uma gota de luz que atravessasse
os corações de toda a gente,
o seu coro de espectros dissonantes,
o corredor tão escuro onde se abriga
o princípio do medo,
a tua alma em pânico.
uma palavra nova,
uma gota de luz que atravessasse
os corações de toda a gente,
o seu coro de espectros dissonantes,
o corredor tão escuro onde se abriga
o princípio do medo,
a tua alma em pânico.
Fernando Pinto do Amaral
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