domingo, 20 de março de 2011

MINHA SENHORA DE MIM

Comigo me desavim
minha senhora
de mim

sem ser dor ou ser cansaço
nem o corpo que disfarço

Comigo me desavim
minha senhora
de mim

nunca dizendo comigo
o amigo nos meus braços

Comigo me desavim
minha senhora
de mim

recusando o que é desfeito
no interior do meu peito

Maria Teresa Horta

2 comentários:

jesimões disse...

Um clássico absoluto da poesia portuguesa do séc.XX, escrito há 40 anos (como o tempo passa!...), e cujo livro de título homónimo tinha esta frase de Marguerite Duras em epígrafe: «J'ai le temps,que c'est long!».
Oui...

RAA disse...

maravilhosa poet(is)a