Mostrar mensagens com a etiqueta Frederico Barbosa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Frederico Barbosa. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

STELLA BY STARLIGHT

Quem viu estrelas
ouviu aquelas
perdidas vias velhas:

O som do rio aflito
a tarde triste em guarda
a penumbra arde em arrebol
a sinfonia astral amarga
o rouxinol perito provençal.

O som é tudo o que se adora
é tudo isso e muito mais:
um tema grego antigo
Stella By Starlight
lua trançada no cabelo
voz de desconcerto.

Tontura alta dos amantes
dribla dentro explode em canto.

Frederico Barbosa

terça-feira, 23 de agosto de 2011

IN A SENTIMENTAL MOOD

Aquele piano cama

evita levitar.

Geometria acesa
máquina
porta reta aberta
ao ponto
discreto inequilíbrio
plano
da euforia precisa
sentir pensar.

Sempre paraíso
feito completo
portátil por perto
riso ao sol perfeito
seu beijo como piano
como clima som desejo.

Aquele piano
na cama
sós
é vida
a se excitar.

Frederico Barbosa

sexta-feira, 1 de julho de 2011

SOLITUDE

A cadeira ainda espera
no seu canto.

Há dias que é só cair
sem sentido ou movimento.

Ella em prece
Barney no lamento.

Há dias que só
desmaio de tempo.

A cadeira desespera
noite canto.

Ella em prece
Barney no lamento.

Frederico Barbosa

terça-feira, 14 de junho de 2011

BALLADE

A mansidão vasta
de um tenor
à moda antiga:
com calma e corpo
lentos
medindo os passos
com rigor.

A resposta imediata
de uma ave alta
que brincava de escapar:
rasgando os trilhos
tensos
em risco calculado
a jato.

A volta do velho toque
desafiado trovador
máquina enfurecida:
que brinca de controlar
medindo os riscos
lentos tensos
em trilhos construídos
com rigor a jato.

Frederico Barbosa

quinta-feira, 26 de maio de 2011

NIGHT IN TUNISIA

Um piano corre solto
como um louco no deserto.

Cada palavra em pó se espalha
a noite cai como um consolo.

Treme túnica rouca
na aventura dessa estrada.

Um murmúrio exato enterra
no deserto a noite clara.

Palavra vaga e falha
um noite em lua brada.

Trama toada louca
na raia atormentada.

Um sábio exótico se devora
enquanto o sol chove lá fora.

Frederico Barbosa

segunda-feira, 16 de maio de 2011

MOONLIGHT IN VERMONT

Pérolas às poças,
telegramas na água.
Encontros românticos
sob folhas de luar.

Venenos de Verlaine
espelhadas em Vermont.
Ventos de outono no verão,
raios de neves marrom.

Uma letra é uma letra,
mas a voz Ella penetra
em flecha a nota certa.

Encontra a rota aberta
no rio das notas Oscar,
ar que a luz-voz refresca.

Frederico Barbosa

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

PERFUMES

1

cheiros cheios
de desejo
perfuram 
veios

Frederico Barbosa

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

STAR DUST


(Lester Young
lendo Star Dust)

toda pele
quando ela toca
troca

arde
vira verde
trans-
parece

(Lester Young
lendo Star Dust)

nada nunca ninguém
quando ela toca ou fala
toca tão completamente
quando completa foi tocada

(Lester Young
lendo Star Dust)

Frederico Barbosa

terça-feira, 24 de agosto de 2010

DESENHOS

as formas do corpo
(alheio)
desenham:

tatuagens na retina
(felinas)

o olhar
segue vidrado
e (ferino)
atira

Frederico Barbosa