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domingo, 21 de agosto de 2011

Casas silvestres na talha das flores

esconsas velhas em cemitérios de aldeia

as cinzas desprendidas aos ventos
varridas nas soleiras das portas

vivas abrem a madeira às cruzes
regressam à memória que as vem morrer.

Alexandre Nave

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Nos invernos viris os ganchos prendem

3

Rapazes enfezados no ventre da tarde
destroçam os pássaros no riso

lavrados descalços a ronda das casas

fogem dentro da noite escondidos
urinam nos cantos a fome a abrir

apoiam as mãos nos homens sentados
procuram as tetas das mães,

os olhos pardos a chupar moscas.

Alexandre Nave