silva
Nunca escutei voz de gente. / Em verdade sou muito pobre. - Carlos Drummond de Andrade
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Alexandre Nave
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domingo, 21 de agosto de 2011
Casas silvestres na talha das flores
esconsas velhas em cemitérios de aldeia
as cinzas desprendidas aos ventos
varridas nas soleiras das portas
vivas abrem a madeira às cruzes
regressam à memória que as vem morrer.
Alexandre Nave
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Nos invernos viris os ganchos prendem
3
Rapazes enfezados no ventre da tarde
destroçam os pássaros no riso
lavrados descalços a ronda das casas
fogem dentro da noite escondidos
urinam nos cantos a fome a abrir
apoiam as mãos nos homens sentados
procuram as tetas das mães,
os olhos pardos a chupar moscas.
Alexandre Nave
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