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domingo, 5 de dezembro de 2010

A morte, dona de quem sente,
Está entre ti e tudo quanto almejas
Não a esqueças da alva ao sol poente
Para que sempre na memória a vejas.

Seja ela bálsamo para o teu olhar
Nos momentos em que tu medites,
Quando a minha alma de ti se afastar
E no derradeiro estertor te agites.

Ibn Al-A'lam as-Santamari

(Adalberto Alves)

domingo, 31 de outubro de 2010

A AMADA

Ela é uma frágil gazela:
Olhares de narciso
Acenos de açucena
Sorriso de margarida.

E se seus brincos se agitam
Quedam-se os braceletes na escuta
Da música do requebro da cintura.

Ibn 'Ammar

(Adalberto Alves)

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Eles lá vão, dando à noite brasa,
Das vestes do sono despojados.

Com húmidas penas e penugem de asa
Corvos da treva os têm abrigados.

Do nocturno ventre ao dorso do dia
Ascendem possuídos de tenaz alento.

Que têm para o medo e para a noite fria?
Couraças de treva, garanhões de vento.

Se perdidos fossem na noite cerrada
O fulgor de 'Umar mostraria a estrada.

Ibn 'Abdun

(Adalberto Alves)

domingo, 12 de setembro de 2010

Aquele cuja amizade era alegria
deixou-me somente a via da renúncia:
Era néctar e agora apenas um veneno.

Ibn 'Abd al-Barr

(Adalberto Alves)

domingo, 15 de agosto de 2010

Altos feitos, nobres homens se apagaram no Tempo.
Alá sobre eles derrame o consolo da chuva.
Outrora o gesto generoso não carecia de palavras
Hoje nada mais resta que som de frases ocas.

Abu-l-Walid al-Baji

(Adalberto Alves)

sábado, 31 de julho de 2010

Já era nela, antes de ser paixão,
Inquietude em cada momento,
O amor já era dono do seu coração
Ainda antes de sentir o seu tormento.

Abu al-Abdari

(Adalberto Alves)